quinta-feira, 1 de setembro de 2011

FÉNIX,


O tempo passa. Ainda bem que me esqueço e que a memoria perde intensidade. Falta pouco para começar de novo a vida que tu tiras-te sem nunca ter feito nada contra. Falta pouco e quando o conseguir iras consumir-te junto dos teus demónios num vale de incandescência azul como gostas, mais que verde. E agora nem o meu respirar sentes. E eu nem sei que existes e completo o que deveria ser um cessamento imune com umas palavras quase por obrigação, sem pesar mas com pena. Se morrerás próximo, espero que o faças para sempre e espero que, Fénix, não possas reviver mais que um vez. Das tuas cinzas farei adubo para vindouras criaturas e só guardarei o teu cheiro, fecha-lo-ei num pequena garrafa para relembrar quando já força me faltar nas pernas, que já perdi alguém mas que nem doeu. 

APENAS TE QUERO PARA LÁ DOS MONTES...

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