Agora dá-me dores escrever. Ainda mais dores me dá escrever que me dói escrever apenas para escrever nem que seja para dizer que me doí mais escrever que me doí escrever do que dizer que me doí escrever. E se realmente me doí escrever não é ao cérebro nem á alma. è a parte do libido, que trata de me masturbar intelectualmente, que brame por timbrações em papiro velho ou em cadernos velhos que mais parecem papiro velho. Dizem que existe uma altura de abstenção. È isso. Celibato-me da escrita como um diabético do açúcar, não por me fazer mal ou bem porque este açúcar da diabetes que padeço é também a insulina da diabetes de que sofro.
E SE NEM CURADO NEM DOENTE MAIS VALE MORTO.
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