terça-feira, 10 de abril de 2012

Lorraine, minha célula cancerígena;

Os olhares sedentos e promiscuos caem-te sem inexpugnabilidades, de forma porca e descarada. Caem-te com um platónico sentimento de posse, onírico, mas integral. Sempre que te deslumbram, raio de sol, roubam-te um pedaço de beleza, um pedaço de pureza mas entre tudo roubam-te, roubam-nos um pedaço de nós. Saberiamos comportar-nos neste mudo-chato-amor se estivessemos sós, se fossemos só nós. Mas como o mundo está repleto de bestas disfarçamos-nos como o ladrão da polícia. Sei que mesmo me sentindo repugnado pela tua putice, és tu a unica que preenche os requisitos.

És a minha puta preferida.

Amo-te minha DÁDIVA.

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